Colégio Educator
Jovens Descobridores
Alunos do Colégio Educator visitaram o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, para um passeio que foi uma verdadeira aula de História.
O Parque Nacional de Sete Cidades abriga formações rochosas de cerca de 190 milhões de anos ricas em inscrições rupestres. O Parque tem esse nome por causa dos diferentes grupos de rochas que, separados entre si, parecem formar pequenas “cidades”: Cabeça de índio, Tartaruga, Elefante, Arco do Triunfo são exemplos das formações rochosas. O local é um patrimônio nacional protegido pelas leis de preservação. Os alunos receberam orientações e dicas para contribuir com a estratégia de preservação sugerida pela equipe de guias.
O Projeto Sete Cidades foi elaborado pelos educadores Abelardo Pinheiro e Magno Sales e teve como objetivo proporcionar um conhecimento integral, associando à riqueza da teoria com a exatidão da prática. “Seria maravilhoso se pudéssemos realizar, a cada tema, uma aula-passeio para constatação das colocações feitas em sala de aula,” afirmou o professor Abelardo Pinheiro. “Vale a pena oferecer aos alunos a oportunidade de conhecerem locais que são verdadeiros “laboratórios”, complementou o professor Magno Sales. O projeto realizado em junho, consistiu no desenvolvimento dos conceitos de História, historiador, arqueologia e sítios arqueológicos, bem como a valorização dos profissionais envolvidos na perpetuação dos fatos históricos. Todos estes fatores produziram nos alunos a compreensão da arqueologia como um processo extremamente minucioso, e determinante para a identificação das fontes e registros históricos.
Complementando a aula-passeio em Sete Cidades, os discentes também visitaram as grutas de Ubajara no Ceará. Na descida da serra pelo teleférico, observou-se a grandiosidade da beleza natural em harmonia com a presença de grupos humanos lá existentes antes da oficialização do local como reserva ecológica nacional (1959). A atual estrutura montada permitiu a constatação de cavernas e grutas com formações esplêndidas. A sensação de desbravadores e a curiosidade foram marcantes durante toda a exploração.
Famílias aprovam projeto
Reconhecendo que as atividades e projetos desse formato contemplam uma série de aspectos, as famílias, maiores parceiras na educação dos alunos, mostraram-se totalmente envolvidas, depositando a confiança habitual e produzindo maior credibilidade à arte de educar da equipe docente e diretiva. A preocupação natural foi amenizada pelo encontro entre a comissão organizadora, os alunos e os pais, estabelecendo mais uma vez, a parceria escola/família, fundamental no processo de formação dos adolescentes. “Entrego nas mãos da escola, pois confio. Sei que farão tudo para manter a segurança do meu filho”, disse Sílvia Maciel, mãe de Fabrício Maciel, da 7ª série. “Na minha época não tive tantas oportunidades de aprender assim. As crianças tornam-se mais independentes, críticas e capazes de agir em favor da preservação do meio em que vive”, afirmou Nancy Barbosa, mãe de Vívian Barbosa, da 5ª série. Apesar da alteração na rotina escolar, a atividade enriqueceu o currículo de vida dos participantes pois, além da assimilação das informações referentes ao tema, trabalhou-se a socialização, a gradativa independência, as noções de orçamento pessoal, o trato com os prestadores de serviço, o zelo pelos pertences e a capacidade de se inserir num contexto diferente do habitual. “Conheci vários alunos com quem não falava na escola. Ganhei novas amizades”, falou Maressa Oliveira, aluna da 5ª série.
Poder proporcionar aos alunos diferentes formas de aprender, investindo na individualidade, ensinando o valor do coletivo, teorizando e praticando, além de transmitir valores eternos como honestidade, solidariedade e amor, permitem à comunidade Educator a satisfação de fazer da educação, uma verdadeira arte. Como o sistema de avaliações é um dos diferenciais mais marcantes do colégio, os jovens arqueólogos foram avaliados com atividades virtual e descritiva, além da participação durante toda a visita ao parque.
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